eu sinto falta da caneta no papel, mas a mente vai atrás daquilo que primeiro se encontra ao alcance das mãos.
o que não me impede de continuar sentindo falta.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Please, don't mind!
Once again I warn you to pay attention and not to make wrong ideas of my words. Now I realize you are reading all of them completely wrong. You are reading the past chapters, the old lines and the dirt pages. Those words weren't made for you to see. Can you, at least, try to read those who were made for you? I hope you could understand the real thing I'm talking about here. It isn't about the nonsense words amount together. It isn't about what I write right now. I'm talking about a text I'm writing for five months already and until now I'm not satisfied with results. I'm not having quite success trying to express my way exactly how I feel it. For the word "text" my teacher told me yesterday that all society had no idea what it really mean. So, for no more misunderstood let me be very clear in your mind. Text, as known as, relation or interaction between a person and a sensation. Examples she used was: an image, picture, song, poetry, paint, movies, theatre, a kiss, some sex, kind of porn, orgasm, masturbation, orgies and related.
Now mix all of them together: What result do you have?
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
I really hope you don't mind this time
This particular time I allowed myself paraphrasing a smart friend of mine, even though I'm aware I'm not very good speaking myself through others mind. Actually, I'm not good throwing myself through anywhere but garbage.
Please, listen to me carefully 'cause I'm not saying this twice and History says you don't have pretty much an ear.
At this point, you probably had time to notice that I dont have much money, or voice, or class. I dont belong to a beloved family and I dont take a lot of friends to get along with. Now, you can obviously conclude I dont have plenty of your qualities to offer. That been told, you must know this isn't also the best I can do, 'cause my best I'm still trying to figure it out. A bunch of nonsense words amount together: this is my gift to you. Go, go tell everybody - only because you can.
It may be quite crappy but now that it's done I hope you don't mind (really) that I put down in words:
how wonderfull life is while you are my complete world.
Please, listen to me carefully 'cause I'm not saying this twice and History says you don't have pretty much an ear.
At this point, you probably had time to notice that I dont have much money, or voice, or class. I dont belong to a beloved family and I dont take a lot of friends to get along with. Now, you can obviously conclude I dont have plenty of your qualities to offer. That been told, you must know this isn't also the best I can do, 'cause my best I'm still trying to figure it out. A bunch of nonsense words amount together: this is my gift to you. Go, go tell everybody - only because you can.
It may be quite crappy but now that it's done I hope you don't mind (really) that I put down in words:
how wonderfull life is while you are my complete world.
sábado, 10 de setembro de 2011
Desabafos Sinceros da Minh'Alma
Tudo bem, então você me ensinou a ver e eu achei que a coisa mais legal do mundo havia acontecido. Bullshit. Não demorou muito pra eu perceber que havia coisas que estavam ai para não serem vistas, mas tudo bem, a gente aprende a lidar com isso.
O problema todo é que depois que eu aprendi a ver, eu vi que eu não vejo nada. Nunca vi. E era engano meu, amor, eu ainda não sei ver. O que mudou foi que vi um mundo que eu não estava acostumada a ver, e me deu a falsa ilusão de que aquilo era ver de verdade. Doce ilusão, bom seria se fosse. Quantos mundos ainda me restam para ver e eu me dou conta que talvez nunca consiga.
Mas agora eu quero. Eu quero enxergar porque eu sei que essa não é a realidade. Ou talvez seja simplesmente uma realidade que não me satisfaz mais. Porque, o que é enxergar, afinal? O que é ver? O que é a realidade? Me disseram que pensar era a única coisa que nos dava a certeza que existíamos. Eu discordo. Pensar é o que nos dar a ilusão de um “eu”, de uma falsa existência de individualidade. O conceito de espírito foi por água abaixo, agora nós somos apenas um aglomerado passageiro de energia. No meu caso, nem isso: um princípio inteligente visto nos seres mais primitivos. Movido por lei de atração, sensibilidade e instinto apenas.
E a consciência em si? Ah, amor, essa ai nunca existiu. Consciência em mim? Eu sou o caos. Não se tem ideia do caos quando se está nele. Não, eu não sei o que o meu corpo abriga. Talvez eu nunca descubra.
O problema todo é que depois que eu aprendi a ver, eu vi que eu não vejo nada. Nunca vi. E era engano meu, amor, eu ainda não sei ver. O que mudou foi que vi um mundo que eu não estava acostumada a ver, e me deu a falsa ilusão de que aquilo era ver de verdade. Doce ilusão, bom seria se fosse. Quantos mundos ainda me restam para ver e eu me dou conta que talvez nunca consiga.
Mas agora eu quero. Eu quero enxergar porque eu sei que essa não é a realidade. Ou talvez seja simplesmente uma realidade que não me satisfaz mais. Porque, o que é enxergar, afinal? O que é ver? O que é a realidade? Me disseram que pensar era a única coisa que nos dava a certeza que existíamos. Eu discordo. Pensar é o que nos dar a ilusão de um “eu”, de uma falsa existência de individualidade. O conceito de espírito foi por água abaixo, agora nós somos apenas um aglomerado passageiro de energia. No meu caso, nem isso: um princípio inteligente visto nos seres mais primitivos. Movido por lei de atração, sensibilidade e instinto apenas.
E a consciência em si? Ah, amor, essa ai nunca existiu. Consciência em mim? Eu sou o caos. Não se tem ideia do caos quando se está nele. Não, eu não sei o que o meu corpo abriga. Talvez eu nunca descubra.
Mas uma coisa eu ainda sou capaz de saber: eu sei o que move meu corpo. Eu sei as vontades que movem seja lá o que for que existe aqui dentro de mim. Ou que não existe. Vontades aquelas que aprendemos que devemos nos libertar por completo. Liberdade. Sim, eu quero ser livre, mas a minha vontade de ser livre é tão avassaladora, que me acorrenta, porque jamais se é livre quando se tem desejos. Estou presa pelos meus impulsos decorrentes dessa vontade de ser livre. Entende como é complicado tudo isso? Dá pra ter ideia do caos que tá aqui dentro? Eu ando tão Down. Isso que me cerca já não me basta, eu quero transcender, eu quero transgredir, eu quero o mais, eu quero me perder pra me achar, me cegar pra poder ver. Mas ao mesmo tempo: e o medo que tudo isso dá? E tudo que fica pra trás? E o ir e não voltar?
Antes eu tinha uma base sólida, em cima da qual eu construi todos os meus ideais, meus princípios, meus valores, minhas virtudes. E de repente toda essa base sólida foi destruida fazendo tudo o que estava em cima se perder. Farsa. E todas as pessoas que se apaixonaram por mim por quem eu era? Pelo que eu fazia, pelo que eu pensava? Eu não sou mais nada disso. Eu não sou nada. Eu não sou. E no momento que eu deixo de ser, o resto deixa de estar também.
Nada mais é, e a única coisa que nos resta é o caos.
Nada mais é, e a única coisa que nos resta é o caos.
Foda-se, que diferença isso faz pra você?
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Deixe-me ir/ Preciso andar/ Vou por aí a procurar
Quanto tempo que eu não te vejo por aqui! Achei que tivesse até se mudado... Como você passou esse tempo? Foi apenas uma coincidência você ter sumido assim?
Err... Me sinto muito boba falando isso, mas a verdade é que eu estava fugindo de você, evitando te encontrar novamente.
Não vou dizer que não tinha percebido... Posso pelo menos saber o por quê?
É que é muito difícil pra mim, entende? Sempre que eu te vejo, eu descubro cada partezinha de mim que estava escondida às sombras. Aquelas coisas obscuras dentro de nós que quase nunca temos coragem de encarar. E foi isso que aconteceu, dessa vez o medo foi maior do que a curiosidade para conhecer a verdade. Tive medo de não conseguir lidar com o que eu pudesse encontrar. Porque eu sabia que iria encontrar muita coisa dessa vez, eu tinha ideia da quantidade de coisas varridas pra debaixo do tapete. Até perdi a conta dos dias que se passaram em que eu estava a caminho daqui, mas acabei mudando o rumo. Sempre esse medo amigo me consumindo toda...
E o que mudou agora para você estar de volta?
Foi que de repente as coisas pararam de caber debaixo do tapete. Ele se tornou pequeno demais pra quantidade de coisas que eu queria esconder do mundo, e quando isso acontece, o que vai saindo debaixo surge de uma forma muito desorganizada, da qual você perde o total controle. Voltei aqui pra você me ajudar a controlar a situação. Colocar cada coisa que não coube mais em seu devido local.
Qual seria esse devido local de cada coisa?
Justamente isso que você irá me dizer..........certo? Eu sei que pisei na bola ao te evitar, mas não me abandona agora... Porque eu não conseguirei sem você.
Tem certeza? É que sinto que você ainda está escondendo alguma coisa de mim, e acho que te conheço o bastante pra acertar sobre isso.
Não estou escondendo! Simplesmente é que dessa vez eu sei exatamente o que eu vou encontrar quando a gente levantar esse tapete. Eu só não vou saber o que fazer com tudo isso, como lidar, a quem recorrer. Porque eu não vou mais poder fugir, eu vou ter que encarar de frente. E você sabe que eu nunca fui boa encarando nada de frente, mas eu sempre fui boa fugindo...
Tudo bem então, preparada? Agora não vai ter mais volta!
Claro que eu estou preparada! Passei 3 meses me preparando, criando coragem pra esse dia... Dessa vez meu medo não vai mais sair vitorioso, mas.........Espera só um pouquinho.
O que houve?
É que já são 1 hora da madrugada e amanhã eu vou ter que levantar muito cedo para cuidar da minha vovó que teve um AVC e está hospitalizada. Se eu fizer isso agora, não vou ter tempo para dormir, pois estarei limpando a quantidade de sujeira que se abriga em mim. Quando chegar amanhã, estarei cansada para cuidar dela.
O que você pretende fazer então?
Vamos combinar o seguinte: deixemos para outro dia, pode ser assim para você?
"Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar..."
Err... Me sinto muito boba falando isso, mas a verdade é que eu estava fugindo de você, evitando te encontrar novamente.
Não vou dizer que não tinha percebido... Posso pelo menos saber o por quê?
É que é muito difícil pra mim, entende? Sempre que eu te vejo, eu descubro cada partezinha de mim que estava escondida às sombras. Aquelas coisas obscuras dentro de nós que quase nunca temos coragem de encarar. E foi isso que aconteceu, dessa vez o medo foi maior do que a curiosidade para conhecer a verdade. Tive medo de não conseguir lidar com o que eu pudesse encontrar. Porque eu sabia que iria encontrar muita coisa dessa vez, eu tinha ideia da quantidade de coisas varridas pra debaixo do tapete. Até perdi a conta dos dias que se passaram em que eu estava a caminho daqui, mas acabei mudando o rumo. Sempre esse medo amigo me consumindo toda...
E o que mudou agora para você estar de volta?
Foi que de repente as coisas pararam de caber debaixo do tapete. Ele se tornou pequeno demais pra quantidade de coisas que eu queria esconder do mundo, e quando isso acontece, o que vai saindo debaixo surge de uma forma muito desorganizada, da qual você perde o total controle. Voltei aqui pra você me ajudar a controlar a situação. Colocar cada coisa que não coube mais em seu devido local.
Qual seria esse devido local de cada coisa?
Justamente isso que você irá me dizer..........certo? Eu sei que pisei na bola ao te evitar, mas não me abandona agora... Porque eu não conseguirei sem você.
Tem certeza? É que sinto que você ainda está escondendo alguma coisa de mim, e acho que te conheço o bastante pra acertar sobre isso.
Não estou escondendo! Simplesmente é que dessa vez eu sei exatamente o que eu vou encontrar quando a gente levantar esse tapete. Eu só não vou saber o que fazer com tudo isso, como lidar, a quem recorrer. Porque eu não vou mais poder fugir, eu vou ter que encarar de frente. E você sabe que eu nunca fui boa encarando nada de frente, mas eu sempre fui boa fugindo...
Tudo bem então, preparada? Agora não vai ter mais volta!
Claro que eu estou preparada! Passei 3 meses me preparando, criando coragem pra esse dia... Dessa vez meu medo não vai mais sair vitorioso, mas.........Espera só um pouquinho.
O que houve?
É que já são 1 hora da madrugada e amanhã eu vou ter que levantar muito cedo para cuidar da minha vovó que teve um AVC e está hospitalizada. Se eu fizer isso agora, não vou ter tempo para dormir, pois estarei limpando a quantidade de sujeira que se abriga em mim. Quando chegar amanhã, estarei cansada para cuidar dela.
O que você pretende fazer então?
Vamos combinar o seguinte: deixemos para outro dia, pode ser assim para você?
"Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar..."
sábado, 9 de abril de 2011
I Know What This Song Is About - Part 2
Actually, there is a risk about start hearing everything. You see, there are some voices that you don't want to hear. Those inside our heads, you know?
After you teach me how to listen, I keep doing that all the time, and know I have to deal with me. With my own thoughts.
It was so much easier when I could just not to listen myself, I was able to lie to me. And now I can't. I can't pretend that I'm not feeling what I'm feeling, or that I'm not wishing what I'm wishing.
Please, keep that secret to you: I'm completely scared. I'm afraid of this part of me that I'm knowing right now and that I had no idea that was there all this time.
You were right: It is easy like breath, easy like blink, the opposite of be... I can't stopp listening once I learned how to do it.
After you teach me how to listen, I keep doing that all the time, and know I have to deal with me. With my own thoughts.
It was so much easier when I could just not to listen myself, I was able to lie to me. And now I can't. I can't pretend that I'm not feeling what I'm feeling, or that I'm not wishing what I'm wishing.
Please, keep that secret to you: I'm completely scared. I'm afraid of this part of me that I'm knowing right now and that I had no idea that was there all this time.
You were right: It is easy like breath, easy like blink, the opposite of be... I can't stopp listening once I learned how to do it.
Now you just have to teach how to deal with it. How to deal with what I'm feeling right now.
Will you?
quarta-feira, 6 de abril de 2011
I Know What This Song Is About
Did you feel that? It just appear from nowhere. And now I know, I know what nobody need to tell me, because words aren't necessary! Aren't you hearing that? We are together here, listening to the same song, breathing the same air, can't you realize what I just did?
It's like a lonely man... He feels lonely because he lived all his life apart from the world, by choice. But it isn't because he is a bad man, can't you tell his is good? I think he's dying... He has a beautiful daughter and he never spoke to her... I don't know exactly why, it's difficult to understand what this is trying to say, help me!
You can't, can you?
Breath, Chanice, just breath! It's easy like that, easy like be. NO! Not easy like be. Be isn't easy, is exactly the opposite... I mean, is natural, you know? Simply like blinking! Yes, that is the right word. Now, can you blink for me? Came on!
Music is his life, his air, his world. Is just the way he express himself. People used to think he doesn't have a heart, a soul, a feeling. Only because he is different, do you believe?? People are so damn... I would probably say he is the biggest heart I know...
Imagine how would be if people could see what I'm seeing right now!!
Will you be like those people, Chanice? Wouldn't you be able to see?
And than she saw it.
(Wasn't that easy for her. To hear. She was more used to speak than to hear. I mean, hear isn't always more difficult? I believe yes. But she tried hard that time. She tried with things that she wasn't used to try. Like, not to use the ear, but to use the soul. It's always easier when you put your soul on things you do. For the first time she was able to feel her soul completely. Normally, it used to be missing something, and another person was used to complete the empty space. But not that time. That time everything was there, nothing missing, nothing else completing. All hers, all soul, all listening. Together.)
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Jade e seu bilhetinho azul
Meu sorriso fez as malas e foi viajar. "Vou sair de férias pra tentar me encontrar".
Assim implícito: "Contigo estou perdido."
Meu sorriso comprou as passagens e foi viajar. "Você não irá me achar."
Minhas malas estão prontas, Jade. Estou indo pra Itália te encontrar.
Não vou ficar aonde meu sorriso não está.
Assim implícito: "Contigo estou perdido."
Meu sorriso comprou as passagens e foi viajar. "Você não irá me achar."
Assim escondido! Ele acha que eu não se onde ele está.
Meu sorriso entrou no avião e foi viajar. "Não tenho data pra voltar".
Assim envolvido! E ele ainda acha que eu vou ficar.Minhas malas estão prontas, Jade. Estou indo pra Itália te encontrar.
Não vou ficar aonde meu sorriso não está.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Os Medos
As vezes eu tenho medos.
As vezes eu tenho o medo-do-grito, que me faz berrar, bem alto e lá do fundo, até sentir a garganta doer. Mas outras vezes eu tenho outro tipo de medo, o medo-do-silêncio. O medo que procura o quieto, o ficar no escuro, abraçando as perninhas, tentando ocupar o menor espaço possível, as vezes girando de um lado pro outro, as vezes parado, apenas vendo todo o resto girar.
Algumas vezes eu tenho o medo-do-acordado, que é o medo de ir dormir, dos pesadelos que podem aparecer nos meus sonhos, recriando sem parar minhas piores lembranças, meus maiores temores... Outras vezes eu tenho o medo-do-sono. Medo de encarar a realidade depois de ter vivido a noite inteira a suprema felicidade. E então vivo um medo que me desliga do mundo, me faz viver outra realidade. Porque existe o medo do real e o medo do imaginário e um procura sua cura no outro. Tem o medo-do-choro e tem o medo-do-seco, quando as lágrimas se perdem em algum lugar dentro de você e ficam presas la dentro.
As vezes eu também tenho o medo-do-abraço, que me faz abraçar meus amigos tão forte e tão prolongadamente que eles até sufocam. É o medo do abraçá-los e ficar assim, sem soltar. Dormir e acordar abraçadinho neles. É meu medo de ficar só, o medo da necessidade daqueles que me amam. Esse tipo de medo é bem melhor do que o medo-do-isolamento. O medo que faz a gente jogar tudo pro alto, afastar tudo pra longe, até as pessoas que amamos. Faz a gente derramar nosso medo sobre os outros pra ver se nos livramos dele, mas não conseguimos. Fazemos as pessoas se livrarem da gente. Esse medo é bem perigoso, faço as pessoas irem pra bem longe de mim, assim penso que não posso fazer nada de errado com eles, nada que vá fazê-los ir embora deliberadamente. Pena que eu não enxergo que esse medo já os fazem ir embora dessa forma.
Tem o medo-do-mentir e o medo-da-sinceridade, que faz a gente fala até a parte desnecessária da verdade.
Medo é coisa de louco, medo mexe comigo. Medo controla tudo o que sou, se ele quiser.
As vezes eu tenho o medo-do-grito, que me faz berrar, bem alto e lá do fundo, até sentir a garganta doer. Mas outras vezes eu tenho outro tipo de medo, o medo-do-silêncio. O medo que procura o quieto, o ficar no escuro, abraçando as perninhas, tentando ocupar o menor espaço possível, as vezes girando de um lado pro outro, as vezes parado, apenas vendo todo o resto girar.
Algumas vezes eu tenho o medo-do-acordado, que é o medo de ir dormir, dos pesadelos que podem aparecer nos meus sonhos, recriando sem parar minhas piores lembranças, meus maiores temores... Outras vezes eu tenho o medo-do-sono. Medo de encarar a realidade depois de ter vivido a noite inteira a suprema felicidade. E então vivo um medo que me desliga do mundo, me faz viver outra realidade. Porque existe o medo do real e o medo do imaginário e um procura sua cura no outro. Tem o medo-do-choro e tem o medo-do-seco, quando as lágrimas se perdem em algum lugar dentro de você e ficam presas la dentro.
As vezes eu também tenho o medo-do-abraço, que me faz abraçar meus amigos tão forte e tão prolongadamente que eles até sufocam. É o medo do abraçá-los e ficar assim, sem soltar. Dormir e acordar abraçadinho neles. É meu medo de ficar só, o medo da necessidade daqueles que me amam. Esse tipo de medo é bem melhor do que o medo-do-isolamento. O medo que faz a gente jogar tudo pro alto, afastar tudo pra longe, até as pessoas que amamos. Faz a gente derramar nosso medo sobre os outros pra ver se nos livramos dele, mas não conseguimos. Fazemos as pessoas se livrarem da gente. Esse medo é bem perigoso, faço as pessoas irem pra bem longe de mim, assim penso que não posso fazer nada de errado com eles, nada que vá fazê-los ir embora deliberadamente. Pena que eu não enxergo que esse medo já os fazem ir embora dessa forma.
Tem o medo-do-mentir e o medo-da-sinceridade, que faz a gente fala até a parte desnecessária da verdade.
Medo é coisa de louco, medo mexe comigo. Medo controla tudo o que sou, se ele quiser.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Meu anjo caido.
Já é hora de abrir os olhos? Estou imaginando o que eu verei quando abri-los... Não posso me mexer, se não ele vai me ver e eu vou ter que levantar. Ainda não é hora, quero ficar aqui sentindo o cheiro dele por mais um tempo. Será que ele está bem aqui ao meu lado? Será que ele sabe que eu não estou fazendo o que deveria fazer? E se ele estiver lendo meus pensamentos?
Sinto o cheiro dele cada vez mais forte, posso até visualiza-lo bem ao meu lado tomando conta de mim.
Credo, to ficando maluca, ele não esteve ao meu lado nenhuma das vezes, não é agora que ele vai estar. Ele sempre vai pra longe, lá pro outro canto da sala! Ele não faz ideia de como essa distância de uma parede a outra me machuca de saudades.
Acontece que independente de quem esteja ao meu lado de verdade, é só o rosto dele que eu vou sentir e apenas o cheiro dele que eu vou ver... Já não existe uma realidade diferente dessa mesmo...
Acho que ele sabe... Como não saber? Todo mundo que está deve saber, eu ouvi falar que eles conseguem ler os pensamentos dos caídos. Eles conhecem nossas vontades, nossos segredos, nossos medos e, claro, nossas paixões.
Estou desnuda na frente de todos eles, sempre estarei e não existe onde se esconder, não tem como fugir. Antes disso ser eu sou, e antes de eu ser, eles sabem o que sou.
Queria poder continuar com os olhos fechados para sempre, é tão bonito o que eu vejo aqui. Paz, certo? Não é como se eu fosse ver a paz em outro lugar, não queria que acabasse. Aqui tudo é do jeito que tem que ser, mesmo eu estando toda errada, eu ouço a beleza desse lugar. Mas não posso ficar presa aqui pra sempre, não importa o quanto eu queira, tenho que acordar.
Apesar de estar pelada, não queria parecer tão vulnerável, não queria expor todas as minhas inseguranças fácil assim, as vezes é melhor deixá-los descobrindo aos pouquinhos... Mais fácil deles não se assustarem tanto quando conhecerem os meus defeitos. É isso, chega de devaneios, chegou a hora de levantar, deixar tudo o que eu vi e senti pra trás, voltar pro mundo em que não há paz, e enxergar quem realmente estava ao meu lado, sentir o cheiro que realmente me envolve...
E então eu o fiz... E lá estava ele, mas dessa vez de verdade; não um sonho, não uma miragem, não uma ilusão da minha cabeça. Ele em carne e osso, com a respiração em meu ouvido, olhando pra minha forma pelada como se fosse um anjo.
Foi nesse momento que eu descobri que não era uma comparação nem uma metáfora, não era uma daquelas peripécias que o amor faz, era apenas ele, um anjo de verdade, um anjo caido, um anjo que pediu pra ser visto. Por isso não conseguia tocá-lo ou acompanhá-lo, por isso ele andava como se flutuasse, e sorria como se irradiasse, e ouvia como se admirasse, e falava como se cantasse, e brincava como se amasse, me abraçasse como se... Como se me visse.
Assim, como eu sou, assim quebrada, assim errada, assim forjada, assim derrotada, assim...Perdida.
Assim, como eu sou, assim quebrada, assim errada, assim forjada, assim derrotada, assim...Perdida.
E agora eu sei que ele me viu. Viu o que ninguém mais viu. E me aceitou, como se não se importasse.
Então vem minha alma clariar?
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
a água passa e a areia fica no lugar
Noites e dias não se separam mais,
Sucumbidos a um só calor latente
Tudo a temer, tudo a perder
Depois que o mundo começa a girar, girar
Nada a combinar, nada a conquistar
Só o medo das pragas presas
Na sua casa
Na minha casa
E na praça (Do Três Poderes)
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Ah, AQUELA febre amiga...
A gente só não se vê constantemente porque ela vive viajando; ela gosta de passar um tempo na casa de outras amigas minhas também... Mas eu sei que a minha casa é a que ela mais gosta, porque depois que ela passa uns tempos foras, sempre acaba voltando sem nunca avisar e chega com três malas gigantes e uma mochila de mão. Emburaca no meu quarto e não sai mais de perto de mim não. Não que esteja reclamando, certo, amiga?
Esse feriado a Febre chegou pra ficar, com a maior bagagem que ela já havia aparecido. Eu fiquei muito feliz, porque não sou acostumada a ficar longos tempos longe dela; as coisas ficam muito sem graça quando não há Febre, chegam até a ficar sem significado na minha vida. Eu preciso de Febre pra funcionar, pra fazer meus planos, e cumpri-los, e até para dormir bem à noite. Não consigo dormir quando não tenho o que sonhar, e sem Febre não existe nada que valha a pena um sonho...
O problema é que Febre só faz bem na dosagem certa... Sabe quando a gente ama um irmão, mas não aguenta ficar mais um segundo olhando pra cara dele? Então. As vezes é muita Febre pra mim, as vezes eu não aguento mais ficar perto dela. Ainda mais porque sou pequenininha, miudinha, fragilzinha, então fico abusadazinha mais rápido. Aí não sei o que fazer, a Febre me consome toda! Me deixa de cama, sem conseguir mexer meus músculos, sem conseguir raciocinar direito, sem conseguir fazer passar o frio, porque meu corpo queima todas as cobertas em que eu me abraço.
E é assim que eu estou agora, hoje, ontem, a semana inteira, o mês inteiro... De cama, inútil, achando que tudo o que eu falo sai errado, pensando meticulosamente em cada próximo passo que eu darei, e me arrependendo imensuravelmente no momento seguinte ao passo dado...
Como eu senti falta disso, como senti falta de mim mesma. É nela que eu me encontro, nessa intensidade toda que eu realmente sou.
Espero que a Febre nunca mais me deixe...
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Manual para histórias infanto-juvenis
Nine out of ten movie stars make me cry
I'm alive,
Me diz, quem se apaixona por uma pessoa sem nem saber seu nome? Típico.
O cara mais bonito que você ja viu na vida olha justamente para você, uma menina que nunca ninguém se deu o trabalho de olhar mais que uma vez. Curioso. Então ele é todo enigmático e misterioso, e você não consegue mais viver sem sua presença, mesmo não sabendo da existência dele no dia anterior. Era feliz e não sabia. E mais inacreditável ainda, ele também te amou no momento em que te viu. Quando ele olha na sua direção você sente vontade de voar, mas se controla e aceita apenas uma flutuação pra ninguém pereceber. Só que quando ele te toca, ai não dá pra controlar, seu corpo pega fogo. Você sente vontade de gritar, fazer coisas loucas e a partir de então não fica uma única noite que seja sem sonhar com ele. Algo sempre vai te deixar insegura, tudo conspirará pra vocês se afastarem, mas o amor dele não permitirá que isso aconteça e vocês ficarão juntos por toda eternidade.
Eu ri.
Eu ri porque passei minha infância inteira acreditando que essas coisas aconteciam de verdade, que todos eram predestinados para uma história mágica como essas, e que um dia iria acontecer comigo. Meu Principe Encantado não iria se transformar numa Cinderela (se é que me entendem) e nem me trocar por um sapo seboso.
Mas então eu decidi me permitir de verdade e viver uma história de fadas como essa, e me entregar pra vida, me apaixonando pelo primeiro cara que fizesse a lei da gravidade perder toda a minha credibilidade com apenas um olhar e fizesse meu corpo em brasas mesmo estando 12 ºC em Brasília essa noite. Claro que em histórias-de-fada-de-vida-real o Princípe Encantado, quando não vira Cinderela, é feio. Ou tem namorada (ainda não cheguei a essa página da história). Ou, simplesmente, não está tão afim de você.
Nunca é o final dos livros que eu tanto imaginava e tanto esperava, mas quando eu chegar à última página desse conto, não deixaria de relatar à vocês.
Promessa.
Yes I know that one day I must die
I'm alive.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Passado, Presente, Particípio.
"Ao menos leve uma certeza: você me deixa doído, mas não me deixará doido, porque isso sou, isso já sou!"
Você acha que ainda te resta algum controle? Experimenta levantar daí, acha mesmo que ainda consegue? Já faz muito tempo que você perdeu isso. Perdeu tudo, ou qualquer coisa, porque nem sei se algum dia você teve algo. Você se perdeu de você, querida. Pensa bem, quando foi a última vez que fez algo para sua alma sorrir? Não adianta mentir pra mim, eu estive aqui acompanhando tudo de pertinho, menina, nunca confiei que você conseguiria se virar bem sozinha. Pára! Ficar parada você consegue?
Quando foi que deixou o medo te dominar dessa forma, hein? Não é possível que você não tivesse visto isso começando acontecer, porque, sabe, todo mundo viu. Até parece que você gosta de ver as pessoas sentindo pena de você. Pena te deixa melhor? Porque se for ajudar, eu tenho muita por você.
Não tenho nem mais vocabulário de adjetivos pra você. Estou falando há dez minutos e você nada! Você parada! Você você! Nada do que eu te falei te afetou? Eu já estou ficando contagiada com o seu medo! Aliás, já estou é ficando cansada disso, isso pra mim é mimo, manha, afinal, medo de quê? Do bicho papão? Menina, reage, menina! Fala alguma coisa!
Acho que morreu... Acho que fiquei esse tempo todo falando sozinha, acho que demorei demais pra tentar fazer alguma coisa, acho que já era tarde demais, acho que a culpa é minha, acho que fui eu, acho que acho. Antes dela ser eu sou. Antes de ser ela, é a mim. Antes de ser eu, sou ela.
"E no mais, /tudo na mais /perfeita paz. /
Sendo que eu assumo isso mesmo /quando se diz que já acabou, /ainda quero morrer de amor."
Sendo que eu assumo isso mesmo /quando se diz que já acabou, /ainda quero morrer de amor."
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
seu olhar, seu olhar...
Ela tinha se cansado da forma como as pessoas a olhavam sempre que descobriam sobre ele. A forma como as pessoas começavam a julgá-la sem nem se preocuparem em disfarçar.
Até a própria mãe! Não que essa última parte fosse algum tipo de surpresa para ela (longe disso!), mas não deixava de doer os ouvidos aqueles absurdos que sua própria mãe proferia em frente a todos que quisessem ouvir.
Só que de repente, mesmo sabendo que opinião alheia não tem serventia nenhuma, senão confundir e atrapalhar a vida das pessoas, não fugindo da praxe, milhões de perguntas sem respostas começaram a atrapalhar seus sonos que nunca existiram de verdade, nem antes, nem depois dele.
Por que? Por que ele? Por que JUSTO ele?
Ela sabia que não encontraria resposta satisfatória pra nenhum por quê dela, pois sabia que simplesmente não existiam.
Na verdade, todos deviam estar certos, devia ser mesmomuito doente, afinal, se ela estava tão certa de que não era por patologia, porque não podia argumentar? Porque não encontrava a prova que asseguraria a todos sua sanidade? "Aqui está meu motivo, meu atestado para sobriedade e desmistificação da loucura.", mas não teria isso.
E o mais misterioso: porque mesmo sabendo e aceitando que era doentio, estagnado e não-evolutivo, ainda assim, o desejava em sua banheira? Queria dançar com ele mesmo que a odiasse por isso?
Por que? Por que ele? Por que JUSTO ele?
Ela sabia que não encontraria resposta satisfatória pra nenhum por quê dela, pois sabia que simplesmente não existiam.
Na verdade, todos deviam estar certos, devia ser mesmo
E o mais misterioso: porque mesmo sabendo e aceitando que era doentio, estagnado e não-evolutivo, ainda assim, o desejava em sua banheira? Queria dançar com ele mesmo que a odiasse por isso?
Queria vê-lo todos os dias, inventar historinhas, sua cama estava vazia, seu cheiro a agradava, seu abraço encaixava, sua teimosia incitava...
E se ela conseguiu um por quê satisfatório pra isso?
Não, mas acreditou que o seu olhar era o começo.
Escrito em 08/julho/2010, e depois disso, ela perdeu todas essas crenças, toda essa paixão, todos esses sonhos de vida cor-de-rosa recheados com um drama adolescente pra não perder a graça. Conseguiu fazer a única coisa que sempre soube fazer bem: quebrar e destruir as coisas, e o afastou até perdê-lo. Mas não fez isso inconsciente, fez propositalmente, pois alegria é luxo demais pra ela, e tudo o que ela anseia, luta para perder. E uma coisa eu te garanto: conhecendo-a como eu conheço, não há batalha nenhuma no mundo perdida por ela.
E isso tudo é pra você, Q., porque se eu fosse inteligente eu te daria muitos mais posts por aqui, aliás, eu ofereceria todos à você, que é o ÚNICO digno deles, mas eu sou burra de mais pra perceber, e criança-birrenta-invariável demais pra algum dia mudar de ideia, mas espero que você pelo menos goste dos textos que um dia eu escrevi pensando somente em você e em mais nada.
Escrito em 08/julho/2010, e depois disso, ela perdeu todas essas crenças, toda essa paixão, todos esses sonhos de vida cor-de-rosa recheados com um drama adolescente pra não perder a graça. Conseguiu fazer a única coisa que sempre soube fazer bem: quebrar e destruir as coisas, e o afastou até perdê-lo. Mas não fez isso inconsciente, fez propositalmente, pois alegria é luxo demais pra ela, e tudo o que ela anseia, luta para perder. E uma coisa eu te garanto: conhecendo-a como eu conheço, não há batalha nenhuma no mundo perdida por ela.
E isso tudo é pra você, Q., porque se eu fosse inteligente eu te daria muitos mais posts por aqui, aliás, eu ofereceria todos à você, que é o ÚNICO digno deles, mas eu sou burra de mais pra perceber, e criança-birrenta-invariável demais pra algum dia mudar de ideia, mas espero que você pelo menos goste dos textos que um dia eu escrevi pensando somente em você e em mais nada.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Nos poços
Primeiro você cai num amor. Mas não é ruim cair num amor assim de repente? No começo é. Mas você começa a curtir a textura do amor. O gosto do amor. O cheiro do amor. A dança do amor. O ar do amor. A melodia do amor. A ideia do amor. O amor do amor. Mas não é rum a gente ir entrando nos amores dos amores sem fim? A gente não sente medo? A gente sente um pouco de medo mas não dói. A gente não morre? A gente morre um pouco em cada amor. E não dói? Amar dói, mas morrer é entrar noutra. E depois: no fundo do amor do amor do amor do amor do amor você não irá descobrir quê.
O nascimento de Amor
Mais rápido do que teve tempo para assimilar o que acontecera, ele surgiu dentro dela. E, antes de ter tempo para descobrir o por quê, ela ja ficou feliz pela sua existência.
Por noves meses ela o nutriu e dividiu tudo com ele. Não existia mais individualidade, exclusividade, privilégio, luxo. Cada ação o envolveria em conjunto, nem sua comida era só dela, nem o respirar era só dela.
Ser não era mais só dela.
Até o dia em que os nove meses se passaram e o Amor respirou sozinho, comeu sozinho, andou sozinho, tomou vida sozinho. Sempre sob a proteção dela.
Era uma criança muito hiperativa, cresceu muito rápido, foi ficando muito forte, estava sempre correndo pelas ruas de seu bairro. Na verdade, ele nunca foi visto apenas andando.
Com os anos, colocou na cabeça que correr não bastava mais para ele, agora precisava voar. Alugou um balão e se foi pelo mundo afora. Gritava, cantava, explodia de alegria. Falar também não bastava para ele. O Amor sempre precisava do mais.
Seus pais se orgulhavam muito, e a felicidade dos dois quadruplicou depois que ele foi ganhando mais e mais vida em frente aos seus olhos; faziam tudo pela felicidade do menino. E foi aí que o problema surgiu.
A criancinha que antes só trazia felicidade foi se tornando mimada, daquelas que tem tudo o que querem, sabe? E se tornam sem limites, sem escrúpulos e egocêntricas. Começou a dar trabalho.
Vou ser mais sincero aqui com vocês: ele era uma peste: gritava, corria, pulava, dançava, cantava, voava, mergulhava... Não dava sossego não! Sugava toda a vida dos seus pais.
Mas era tão lindo... Tão diferente dos outros, tão mais talentoso, sabe? Teria um futuro maravilhoso pela frente, com muito sucesso. Era brilhante! Inteligente, grandioso...
Mas, poxa, vida, como cansava!
Então os pais foram se desgastando ao invés de se aproximarem mais, foram brigando enquanto decidiam o futuro da vida de seu filho. Enfim, a decisão foi tomada.
A linda-hiperativa-superdotada-criança seria colocada para dormir profundamente, até o dia em que decidirem acordá-la e deixarem-na brilhar.
Quando esse dia chegar, serão fortes o bastante para não deixarem mais seu brilho apagar.
domingo, 5 de setembro de 2010
entre ganhos e perdas
Ganhei um dia esperando
Ganhei uma noite acordado
Ganhei o que não queria
Perdi quem queria ao meu lado
Ganhei estes versos singelos
Ganhei o que não me é caro
Perdi seu sorriso e seu rosto
Perdi o meu riso nervoso
Ganhei este karma, esta sina
Ganhei uma noite em meu dia
Gastei aqui muita tinta
Perdi sua dança macia
Me perdi enquanto sorria.
Ganhei uma noite acordado
Ganhei o que não queria
Perdi quem queria ao meu lado
Ganhei estes versos singelos
Ganhei o que não me é caro
Perdi seu sorriso e seu rosto
Perdi o meu riso nervoso
Ganhei este karma, esta sina
Ganhei uma noite em meu dia
Gastei aqui muita tinta
Perdi sua dança macia
Me perdi enquanto sorria.
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