"I want you so bad, is driving me mad, baby"
Então lá estava eu, mansinha mansinha acostumada com o fundo do poço.
Nem era mais capaz de reclamar ou sequer mostrar qualquer tipo de emoção.
Os remédios cumpriam seu trabalho, conseguiam me transformar num robô incapaz de sentir dor, mas incapaz de sorrir também: ninguém acha a felicidade num potinho de Sertralina.
Então um dia eu conheci você. Irrelevante era falar que eu já te conhecia há cerca de um ano, porque foi há um mês atrás que eu realmente conheci VOCÊ.
E sabe, para minha surpresa, eu gostei de você. Não por ser surpreendente gostar de você; gostar de você era completamente RACIONAL, era LÓGICO, era ÓBVIO, fazia sentido! E exatamente por isso que foi tão inesperado e surpreendente.
Não era como se eu já estivesse acostumada com isso, como se fizesse parte constante da minha vida gostar das pessoas, ainda mais quando são das pessoas CERTAS que nós estamos falando. Sabe? As pessoas decentes? Que tem tudo pra nos fazer felizes?
O oposto que é o constante. A auto-destruição, a patologia incessante, a irracionalidade, o incontrole TOTAL de me apaixonar pelas pessoas que não sabem nem quem são, e minha ilusória esperança de salvá-las, sabendo que são elas que me sugam no final.
Mas agora nasceu uma gota de sanidade em mim e eu quero você. Então tenho medo dessa gota e faço tudo pra te perder. Não sei como agir, como me portar, como falar, como andar, como sorrir, como olhar, como segurar sua mão, te abraçar, te beijar, arranhar suas costas, puxar seu cabelo, chupar sua nuca.
Muda, cega, surda.
Então enxergo que eu e você nunca passaremos disso, que por mais que andemos nunca pararemos em lugar algum.
Logicamente, após enxergar isso, te quero mil vezes mais.
E quanto mais eu enxergo, mais eu te quero.
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terça-feira, 29 de junho de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
O MEU SANGUE FERVE POR VOCÊ
Cada minúscula parte do meu corpo pede por você. Mas nenhuma delas se contenta só em pedir, então elas começam a gritar, a berrar, porque elas precisam de você e elas EXIGEM você. Em cada respiração que sai do meu pulmão tem contido um chamado por você, e cada vez que eu pisco meus olhos, aparece um rosto seu dentro da minha cabeça, que aumenta minha insanidade todas as vezes que eu fecho os olhos.
Eu já conheci todas as suas versões de você, desde a mais desumana e desprezível delas até a mais falsamente decente. E eu amei todas elas, sem fazer distinção.
Amei mesmo quando nada era real, mesmo quando você estava por trás de todos os disfarces necessários para confortar sua insegurança. Mesmo quando nem o brilho que saia de dentro dos seus olhos era verdadeiro, nem o som da sua risada, nem o seu toque, seu beijo, seu sexo...
E não é qualquer tipo de 'amar'. Nunca é.
Eu sinto por você aquele amor que todos os filmes de romance mais vistos dos mundo mostraram, e todos os poetas escreveram, e todas as músicas do Lionel Richie falaram. Sinto tudo isso multiplicado pela quantidade de versões suas que você cria.
Mas agora eu quero saber: Qual 'V.' dentro de você é o verdadeiro 'V.'? Por qual deles vale a pena lutar? Quais palavras eram reais? O QUÊ dentro de você é real?
Quem era você quando me machucou tanto e deliberadamente? Quando me enganou, iludiu e mentiu sem o menor peso na consciência, sem o mais discreto tremer de lábios ou franzir de testa?
Mas no final essa resposta não faria a menor diferença não é mesmo?
Eu continuaria te amando só por ser você, amando só por você existir.
Então me diz, aonde tudo isso irá chegar?
Eu já conheci todas as suas versões de você, desde a mais desumana e desprezível delas até a mais falsamente decente. E eu amei todas elas, sem fazer distinção.
Amei mesmo quando nada era real, mesmo quando você estava por trás de todos os disfarces necessários para confortar sua insegurança. Mesmo quando nem o brilho que saia de dentro dos seus olhos era verdadeiro, nem o som da sua risada, nem o seu toque, seu beijo, seu sexo...
E não é qualquer tipo de 'amar'. Nunca é.
Eu sinto por você aquele amor que todos os filmes de romance mais vistos dos mundo mostraram, e todos os poetas escreveram, e todas as músicas do Lionel Richie falaram. Sinto tudo isso multiplicado pela quantidade de versões suas que você cria.
Mas agora eu quero saber: Qual 'V.' dentro de você é o verdadeiro 'V.'? Por qual deles vale a pena lutar? Quais palavras eram reais? O QUÊ dentro de você é real?
Quem era você quando me machucou tanto e deliberadamente? Quando me enganou, iludiu e mentiu sem o menor peso na consciência, sem o mais discreto tremer de lábios ou franzir de testa?
Mas no final essa resposta não faria a menor diferença não é mesmo?
Eu continuaria te amando só por ser você, amando só por você existir.
Então me diz, aonde tudo isso irá chegar?
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